às vezes é como se estivesses aqui... em distância, crueldade, frieza. É como se houvesse uma brisa de ti, colada neste espaço, desfiada em em sons mais ou menos perceptiveis. Eu não peço para ires, às vezes agradeço quando estás, mas de qualquer das formas faz-me falta esse espaço de memória sensorial, Lisboa velha, em que não és tu repetidamente, entre arrepios...
e não és tu ou és tu mesmo, desalinhado, desfocado, a preencher lacunas na minha memória, no meu tempo, no meu espaço, o desiquilibrio entre nómada e naúfrago, a procurar e encontrar, a lembrar e esquecer.
Hj estou cansada, muito cansada de não ter respostas, palavras, gritos suficientes!