terça-feira, 29 de junho de 2010

fim

este sitio acaba aqui. como tudo, um dia. e hoje, do alto de uma pilha de destruições, termina para que quem o escreve possa continuar de alguma forma.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

praia

Desenhás-te todas as tuas formas, oceano puro, em mim. Débeis e frágeis tatuagens, infinitas de tempo, não chegarão nunca. Palavras serão sempre insuficientes porque o que ficou foi de tal forma cristalino que nenhuma linguagem, a não ser a do silêncio, poderá alguma vez descrever. Ficou uma espécie de choro, de arrepio, uma qualquer forma de amor destroçado.
És, hoje, o meu grito mais verdadeiro, a luz da lua, o frio da areia molhada, o meu coração, pleno!.

terça-feira, 20 de abril de 2010

insanidades

De todas as vezes em que “saudades” foram palavra-chave encontrei o caminho para casa aos tropeções, bêbada de inconsistência. Andei a agarrar a tua mão na minha cabeça, a deixar-me guiar pela insanidade desses teus 5 dedos abertos em desafio a tentar-me a pele como aquele sol molengas de inicio de verão que nos obriga a ir ficando, qual lagartos, a roçar as costas nas paredes.
Sonhei contigo no outro dia. Não sei se eras tu ou outra forma de crime mas auto-mutilei-me de qualquer das formas. Despertas esta violência em mim, auto-dirigida e infligida, centrada no que não sou, no que poderia ser, agarrada aos teus olhos como um espelho disforme onde eu nunca sou (ou poderia ser) quem devia.
Pedir-te-ia um abraço se não fosse orgulho. Pediria que estivesses aqui, que me ouvisses, que derramasses tempo e tempo em nós até que fôssemos destino. Contudo, gastaram-se-me as palavras e nesta sensação de escassez, o silêncio tornou-se o espaço do conforto… é tirar os sapatos e apreciar o sofá, a cama, arrastar os pés para o duche…

sábado, 27 de fevereiro de 2010

no more

finding you at the end of my cigarrette! educating my mind to be selective, loosing track of this memories, saying no more.

sábado, 16 de janeiro de 2010

quiet, brutal

its not sad. just another way of putting things! quiet. brutal

não somos nós

não somos nós. é uma espécie de lastro de aromas a fazer-me virar a cabeça e a achar que caminhas atrás de mim. mas não somos nós. é uma espécie de eco, o que resta de palavras sem sentido. não somos nós. é uma espécie de inverno transformado em arrepio, um peso indeciso, carregar-te ou deixar-te partir. sim, tive saudades tuas. não, não me fazes falta.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Duas. Uma

tu és uma espécie de escada, um caminho que se sobe, um pé depois do outro a ganhar fôlego, a guardar energia com medo de perder forças a meio. Eu não queria dizer ou admitir, de uma forma ou outra, mas às vezes acordo em pânico, à procura, a lembrar-me de que estás aí e que algures no tempo encontramo-nos, numa distância de espaço e tempo, numa proximidade só de memórias.
Hoje lembrei-me dos anos que já passaram desde a primeira vez que me agarraste a mão. Tantos dias fechados nesta espécie de desenho, de conto, de sonho, de algo que ainda hoje não entendo. tentei perceber, não ousaria perguntar, se a tua mão estava aqui e tu também... eu não sei, foi uma surpresa, talvez até um susto, a rua íngreme, a calçada, os meus pés e de repente, eras tu ali. Uma mão, a minha mão. Duas. Uma.
eu sei que as tuas incógnitas não são as minhas. é nas tuas perguntas que percebo o quanto somos dois mundos que não se tocam. não se tocam. A contradição. Uma mão, a minha mão. Duas. Uma.