Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

fiting

eu fiz o que tinha que fazer. não espero q entendas ou que alguém diga q compreende. desisti dos cânones, desisti de tentar encaixar-me nas etiquetas e nos rótulos e de querer pertencer algures. escolhi-me. pés no deserto e olhar no infinito, começar tantas vezes quantas puder. no final a soma dá sempre a mesma coisa. não te peço nada, nem sequer companhia. não te peço que fiques. não te peço q me gostes. peço só q não me peças para abdicar de mim quando hj é a unica coisa q tenho, sei, procuro.

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

not you

It's not you. Not you!

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

cartas

eu podia escrever-te uma espécie de carta para dizer tanta coisa q vive transformada em coisas, objectos, obstáculos, a atravancar-me a vida; podia dizer-te que não tenho grande parte das respostas para as perguntas q me colocas, que não faço a minima ideia de como vai ser... podia dizer-te que sinto a tua falta quando não estás, que às vezes é como se esbarrasse contigo e ficasse com nódoas negras do impacto; podia dizer-te que te escrevo e rasgo, a fazer-te presente, a aceitar-te na distância; podia dizer-te que há momentos em que me metes medo e não sei explicar porquê mas é uma espécie de instinto, talvez semelhante ao dos cães antes das tempestades, porque chegas, destróis, derrubas e depois fico eu, as mãos cheias das pedras das minhas muralhas feridas do vento.
tu podias escrever-me uma espécie de carta para dizer tanta coisa que vive transformada em coisas, objectos, obstáculos a atravancarem-te a vida. Podias dizer que sabes como vai ser e que tens as respostas para todas as perguntas; podias dizer-me que não sentes a minha falta e que quando eu estou é como se esbarrases comigo e ficasses com nódoas negras do impacto; podias dizer-me que escreves e rasgas a fazeres-me longe e a aceitar a minha presença; podias dizer-me que há momentos em que não te meto medo e não sabes explicar porquê mas é uma espécie de instinto, talvez semelhante ao dos cães depois das tempestades, porque chego, crio, construo e depois ficas tu, as mãos plenas da brisa com que arrancas uma a uma todas as pedras das minhas muralhas.

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

a pergunta de apresentação ideal

I'm Nobody! Who Are You

I'm nobody! Who are you? 
Are you nobody, too? Then there's a pair of us--don't tell! They'd banish us, you know.  
How dreary to be somebody! How public, like a frog 
To tell your name the livelong day 
To an admiring bog! 

Emily Dickinson
Renfroe, Erin M. "Erin's Emily Dickinson Page." 1999. [Online]
Disponível em http://www.cswnet.com/~erin/edpoem.htm#aspiration

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

100 kms

talvez percebas um dia que há nessa insatisfação uma espécie de cruzada, que não vês mas que eu reconheço, pq minha, clara, evidente. talvez percebas um dia, q sintas, q não precisas de destruir, de silênciar nessa destruição, quem és afinal. hj são 5 segundos, talvez mais, mais uns 2 ou três, de saudades idiotas, estúpidas, cansativas. tristes por parecerem verdadeiras, tristes por as saber num limbo de realidade virtual, 100 kms de cabos de fibra óptica ou outra forma de construir sentido onde ele não existe.


às fatias

a realidade fatiada, tantos lados da mesma coisa, repetida ao infinito, diferente, única. a dizer q n sei quem sou, ao mesmo tempo a saber tudo, a ser todos os dias uma contradição...

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

praia 09

às vezes é como se estivesses aqui... em arrogância, desafio e sorriso. É como se houvesse uma torrente de ti, agarrada ao tempo, desfiada em videos mais ou menos violentos. Eu não peço para ficares, às vezes agradeço quando não estás, mas de qualquer das formas faz-me falta esse espaço de memória multimédia, Lisboa velha, em que és tu repetidamete, take after take...

às vezes é como se estivesses aqui... em distância, crueldade, frieza. É como se houvesse uma brisa de ti, colada neste espaço, desfiada em em sons mais ou menos perceptiveis. Eu não peço para ires, às vezes agradeço quando estás, mas de qualquer das formas faz-me falta esse espaço de memória sensorial, Lisboa velha, em que não és tu repetidamente, entre arrepios...

e não és tu ou és tu mesmo, desalinhado, desfocado, a preencher lacunas na minha memória, no meu tempo, no meu espaço, o desiquilibrio entre nómada e naúfrago, a procurar e encontrar, a lembrar e esquecer.

Hj estou cansada, muito cansada de não ter respostas, palavras, gritos suficientes!